
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, na madrugada de 17 de dezembro de 2025, o Projeto de Lei Complementar nº 128/2025, que promove uma redução linear de 10% nos benefícios fiscais federais e eleva a tributação de determinados setores, com destaque para Juros sobre Capital Próprio (JCP), instituições financeiras/fintechs e apostas de quota fixa (bets). O texto segue para apreciação do Senado Federal, considerada estratégica pelo Governo Federal para a viabilização do Orçamento da União de 2026.
O PLP 128/2025 estabelece corte uniforme de 10% sobre benefícios tributários federais, incorporando propostas do Executivo e do Senado, com o objetivo de racionalizar gastos tributários e ampliar a base arrecadatória.
Tributos e regimes alcançados:
A redução também atinge regimes e incentivos específicos, como:
Ficam expressamente excluídos do corte linear:
O Lucro Presumido foi incluído no escopo da redução, limitada às empresas com receita bruta anual superior a R$ 5 milhões.
O projeto eleva a alíquota do JCP para 17,5%, medida destinada a compensar a redução de arrecadação decorrente de ajustes no lucro presumido e a reforçar o equilíbrio fiscal.
O PLP promove recalibragem das alíquotas da CSLL, com escalonamento temporal:
Determinadas instituições (corretoras, distribuidoras de valores mobiliários, administradoras de cartões, cooperativas de crédito, entre outras) passam a ter alíquota fixa de 15% desde o primeiro ano, sem escalonamento.
A tributação das bets será majorada gradualmente de 12% para 15%, com incremento de 1 ponto percentual ao ano:
A arrecadação adicional será destinada à seguridade social, sendo que 50% dos recursos deverão ser obrigatoriamente aplicados em ações de saúde.
O texto também reforça a regulamentação do setor, instituindo:
O relator acolheu emendas que:
O PLP 128/2025 sinaliza uma mudança estrutural na política de gastos tributários, com impacto direto no planejamento fiscal e societário das empresas, especialmente nos setores financeiro, digital e de apostas. A aprovação no Senado será decisiva para a consolidação do texto e para a definição das estratégias de adequação tributária para 2026 e anos seguintes.
Recomenda-se que contribuintes potencialmente afetados realizem análise preventiva dos impactos, revisitando modelos de negócio, estruturas de capital (especialmente JCP) e regimes de tributação adotados.